Prédio municipal em praça pública de Itajuípe

Itajuípe recebe R$ 7,95 milhões do FPM em outubro

O município de Itajuípe recebeu R$ 7.949.156,57 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ao longo do mês de outubro de 2026, conforme levantamento publicado pelo blog Correio Itajuipense em 30 de outubro. O valor corresponde à soma dos três decêndios da transferência constitucional no mês e representa um dos maiores meses de receita do fundo no município em 2026 — superando a casa dos R$ 7,9 milhões em um único mês de repasses.

O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional de recursos financeiros feita pelo Governo Federal para todas as prefeituras do Brasil. O fundo é composto por parte da arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de Renda (IR), que incide sobre os rendimentos de pessoas físicas e jurídicas, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A parcela destinada aos municípios é definida pela Constituição e o repasse é feito de forma obrigatória pelo Banco do Brasil, em três parcelas mensais — os chamados decêndios —, sempre nos dias 10, 20 e 30.

Os repasses do FPM seguem um princípio distributivo que combina um coeficiente fixo com índices calculados pela renda per capita local. Como a arrecadação de IR e IPI varia ao longo do ano — e ao longo do mês —, os valores de cada decêndio oscilam de forma significativa. É por isso que um único decêndio pode ser bem mais elevado que o anterior, como já aconteceu em Itajuípe nos meses recentes: em setembro, o município recebeu R$ 4,26 milhões apenas no primeiro decêndio, segundo a mesma cobertura do blog local; em agosto, a primeira parcela havia sido de R$ 3,425 milhões.

Na prática, esse volume de recursos sustenta uma fatia decisiva do orçamento municipal. Municípios de pequeno porte, como Itajuípe, dependem mais do FPM do que de tributos próprios — o imposto municipal corresponde apenas a uma fração da arrecadação —, o que faz com que esses repasses abasteçam desde a folha de pagamento dos servidores até as políticas de saúde, educação e infraestrutura. O dinheiro entra no caixa da prefeitura sem destinação vinculada por área, mas as regras de aplicação continuam valendo: parte deve obrigatoriamente ir para a educação e outra parte para a saúde, conforme vinculação constitucional.

Para o setor público local, a boa fase do FPM em outubro coincide com um período de encerramento de obras e de planejamento do exercício seguinte, quando a gestão discute a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 e define prioridades de investimento. Um repasse reforçado melhora o desempenho dos indicadores de liquidez e aumenta a margem de endividamento — o que, em tese, amplia a capacidade da prefeitura de honrar compromissos e programar novas ações.

Para a cidade, o repasse consolidado de quase R$ 8 milhões em outubro também muda a leitura da trajetória anual do FPM: somados os dez meses de 2026, o fundo responde pela maior parte da receita livre do município, o que faz do acompanhamento dos decêndios um termômetro direto da capacidade financeira da administração para fechar o exercício sem descasamento de caixa.

O Itajuípe Online seguirá acompanhando os decêndios de novembro — os primeiros repasses do último bimestre do ano — e os desdobramentos da discussão orçamentária no município. Os valores e as informações reproduzidos neste artigo foram extraídos da cobertura publicada pelo blog Correio Itajuipense, em 30 de outubro de 2026.

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