Itajuípe recebeu R$ 4.260.442,27 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no primeiro decêndio de setembro de 2026, conforme o calendário regular de repasses da transferência constitucional feita pela União às prefeituras de todo o país. O valor é sensivelmente superior ao registrado no mesmo período de agosto, quando o município recebeu R$ 3,425 milhões — uma elevação de aproximadamente 24% em apenas um mês, de acordo com dados divulgados pelo blog Correio Itajuipense.
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional de recursos financeiros feita pelo Governo Federal para todas as prefeituras do Brasil. Ele é composto por parte da arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de Renda (IR), que incide sobre os rendimentos de pessoas físicas e jurídicas, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cobrado sobre a produção industrial. A parcela destinada ao fundo é definida na Constituição, o que faz o tamanho do repasse acompanhar o volume arrecadado pela União em cada período.
Na prática, o dinheiro que chega às prefeituras não é o montante bruto da arrecadação. Antes da distribuição, o valor passa por retenções obrigatórias — como as destinações previstas em lei —, e o saldo restante é o chamado repasse líquido, efetivamente entregue aos municípios. As transferências ocorrem de dez em dez dias, nos períodos conhecidos como primeiro, segundo e terceiro decêndios de cada mês. A palavra decêndio designa um espaço de dez dias, e o repasse do primeiro decêndio de setembro corresponde à primeira das três parcelas mensais que Itajuípe deve receber do fundo.
A alta de cerca de 24% em relação ao primeiro decêndio de agosto chama atenção porque o valor do FPM varia conforme a arrecadação federal do IR e do IPI, que oscila com a atividade econômica, o calendário de recolhimentos e fatores sazonais. Ou seja, não se trata de uma decisão discricionária sobre o município, mas do resultado do desempenho da arrecadação da União distribuído proporcionalmente entre todas as prefeituras. Nos decêndios seguintes, novos repasses devem ocorrer conforme o ritmo habitual das transferências.
Do ponto de vista da gestão municipal, recursos do FPM têm papel central no equilíbrio das contas de cidades de menor arrecadação própria, como Itajuípe. O fundo ajuda a custear despesas essenciais em áreas como saúde, educação, infraestrutura e administração geral, funcionando como um instrumento de compensação entre municípios com capacidades de arrecadação muito distintas. A Constituição prevê ainda regras de aplicação mínima, que obrigam os municípios a destinar parte da receita à saúde e à educação, o que reforça o papel social desses recursos no dia a dia da população.
A Emenda Constitucional nº 112, de 2021, elevou o percentual da arrecadação federal que alimenta o fundo, ampliando o montante distribuído aos municípios desde então. Em síntese, o caminho dos recursos segue uma sequência conhecida: a União arrecada o IR e o IPI; uma parcela constitucional dessas receitas alimenta o FPM; aplicam-se as retenções obrigatórias; e o saldo é distribuído às prefeituras em três momentos de cada mês.
O Itajuípe Online seguirá acompanhando os próximos repasses e o impacto dos recursos no orçamento municipal. As informações deste artigo foram extraídas da publicação do blog Correio Itajuipense, de 10 de setembro de 2026.



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